Campeonato Mundial de Voleibol Feminino de Clubes da FIVB 2025: Scandicci conquista título histórico em São Paulo

O Campeonato Mundial de Voleibol Feminino de Clubes da FIVB 2025 proporcionou seis dias de competições de alto nível em São Paulo, Brasil, e terminou com um momento histórico para o voleibol italiano. O Savino Del Bene Scandicci levantou o troféu pela primeira vez, derrotando o Prosecco Doc Imoco Conegliano, também italiano, na final e escrevendo um novo capítulo na história do torneio.

Realizada de 9 a 14 de dezembro no Ginásio do Pacaembu, a 18ª edição do campeonato reuniu oito clubes de cinco confederações. As partidas foram disputadas diante de arquibancadas lotadas, com mais de 26.000 espectadores presentes ao longo da semana, refletindo a profunda conexão do Brasil com o esporte.

Um torneio marcado pela excelência italiana

Os clubes italianos dominaram a competição desde o primeiro dia. Scandicci e Conegliano passaram pela fase de grupos sem perder nenhuma partida, levando a uma final totalmente italiana que mostrou disciplina tática e profundidade no ataque.

O Scandicci liderou o Grupo A com três vitórias consecutivas, sem perder nenhum set. Sua campanha foi marcada por saques precisos, bloqueios fortes e pontuação consistente em todas as rotações. O Conegliano espelhou esse controle no Grupo B, também terminando invicto e avançando confortavelmente para as semifinais.

As equipes brasileiras ofereceram forte resistência em casa. O Osasco São Cristóvão Saúde e o Dentil Praia Clube chegaram às semifinais, garantindo a representação local nas fases finais do torneio. A campanha do Osasco terminou com a medalha de bronze, marcando o retorno de um clube brasileiro ao pódio pela primeira vez desde 2018.

O caminho para a final

A fase semifinal destacou a diferença entre as finalistas e o resto do campo. O Scandicci derrotou o Dentil Praia Clube em sets diretos, navegando por momentos difíceis com compostura. O Conegliano, por sua vez, superou o Osasco apesar de perder o set inicial, gradualmente afirmando o controle por meio da experiência e da profundidade do banco.

Esses resultados prepararam o terreno para uma final que trouxe familiaridade e pressão. O Scandicci entrou em busca de seu primeiro título mundial. O Conegliano chegou como um dos clubes mais condecorados do vôlei feminino moderno, com a expectativa de ditar o ritmo da partida.

Uma final acirrada decidida por detalhes

A partida do campeonato correspondeu às expectativas. O Scandicci garantiu a vitória por 3 a 1, mas o placar apenas sugeriu o equilíbrio em quadra. O primeiro set se estendeu até pontos extras, com o Scandicci vencendo por 30 a 28 após resistir a repetidas investidas do Conegliano.

O ímpeto mudou de lado várias vezes ao longo da partida. O Conegliano respondeu no terceiro set, mas o Scandicci manteve a clareza em jogadas importantes. Sua capacidade de lidar com a pressão, especialmente nas fases de saque e recepção, foi decisiva no final do quarto set.

Quando o ponto final foi marcado, as jogadoras do Scandicci caíram no chão, comemorando um título que há muito parecia ao seu alcance, mas nunca garantido.

Antropova lidera honras individuais

Grande parte do sucesso do Scandicci girou em torno de Ekaterina Antropova. A oposto italiana teve um ótimo desempenho durante todo o torneio e foi nomeada a Jogadora Mais Valiosa. Sua consistência na pontuação, combinada com a calma na tomada de decisões em momentos difíceis, a destacou.

Outros prêmios individuais refletiram o caráter internacional do torneio. A sérvia Maja Ognjenović ganhou o prêmio de Melhor Levantadora, enquanto Avery Skinner, dos Estados Unidos, e Gabriela Guimarães, do Brasil, foram reconhecidas como as melhores pontas. Os prêmios de bloqueadora central foram para Marina Lubian e Adenízia da Silva, e Camila Brait conquistou o prêmio de Melhor Líbero.

Crescimento além do pódio

Além dos resultados, o campeonato destacou o crescimento estrutural do voleibol feminino de clubes. O campo ampliado incluiu equipes da América do Sul, Europa, Ásia, África e América do Norte. O Orlando Valkyries, dos Estados Unidos, entrou como substituto de última hora, ressaltando o alcance cada vez maior do esporte.

O formato incentivou o equilíbrio competitivo e recompensou a consistência. A fase de grupos permitiu que as equipes entrassem no ritmo, enquanto as partidas eliminatórias exigiram precisão e força mental.

O papel do Brasil como anfitrião

A responsabilidade de sediar o evento coube ao Brasil, uma nação profundamente enraizada na cultura do vôlei. São Paulo proporcionou um cenário adequado, com um local compacto que criou uma atmosfera intensa para jogadores e torcedores. O evento reforçou a posição do Brasil como um anfitrião confiável para grandes competições internacionais de vôlei.

Com o encerramento do torneio, a atenção se voltou para as edições futuras. Para o Scandicci, o título validou anos de progresso constante. Para o esporte global, o campeonato de 2025 serviu como mais um passo em direção a uma competição mais acirrada, uma representação mais ampla e padrões mais elevados no nível dos clubes.

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