O sorteio da Copa do Mundo da FIFA 2026 deveria ser sobre futebol. E foi. Eventualmente. Mas antes que as bolas fossem sorteadas e os grupos confirmados, a cerimônia em Washington se transformou em uma longa noite surreal que misturou esporte, cultura pop, política e confusão em igual medida.
Quando o barulho se acalmou, o panorama do futebol ficou claro. A Inglaterra estreará sua campanha na Copa do Mundo contra a Croácia. A Escócia enfrentará o Brasil. Os Estados Unidos enfrentarão a Austrália. E França, Senegal e Noruega foram colocados juntos no que muitos já estão chamando de “Grupo da Morte”.
Inglaterra enfrenta rivais conhecidos
A Inglaterra foi colocada no Grupo L, onde enfrentará Croácia, Gana e Panamá. O destaque é a estreia contra a Croácia, uma revanche que imediatamente traz lembranças da semifinal da Copa do Mundo de 2018. Essa partida ainda permanece na memória do futebol inglês, e esta definirá o tom do torneio.
O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, não escondeu o desafio que tem pela frente. Ele descreveu o grupo como difícil, com uma estreia difícil, apontando para a experiência da Croácia e a força física de Gana. O Panamá pode ser menos conhecido, mas a Inglaterra sabe, por torneios anteriores, que subestimar qualquer adversário pode custar caro.
A Inglaterra jogará sua partida de estreia em 17 de junho, em Dallas ou Toronto. O foco agora muda para a preparação, o equilíbrio do elenco e o gerenciamento das expectativas.
Escócia enfrenta um grande desafio
O retorno da Escócia à Copa do Mundo traz drama imediato. Sorteada no Grupo C, ela enfrentará Brasil, Marrocos e Haiti. O confronto com o Brasil chamou a atenção de toda a Europa, marcando um encontro raro entre as duas nações em nível de Copa do Mundo.
A Escócia estreará contra o Haiti antes de enfrentar Marrocos e, em seguida, o Brasil na última partida da fase de grupos. Esse último confronto pode decidir tudo. O grupo é difícil, mas não impossível. O impulso inicial será importante.
Para os torcedores escoceses, o sorteio traz entusiasmo misturado com realismo. O Brasil continua sendo uma das grandes potências do esporte, mesmo em transição.
EUA e Austrália juntos
O Grupo D terá os Estados Unidos ao lado da Austrália, do Paraguai e do vencedor da repescagem europeia. É um grupo competitivo, sem um favorito claro, o que aumenta a pressão em todas as partidas.
O técnico dos EUA, Mauricio Pochettino, adotou um tom moderado, enfatizando o respeito por todos os adversários. Ele destacou a forte campanha do Paraguai nas eliminatórias e a recente sequência invicta da Austrália. Sua mensagem se concentrou no crescimento e na consistência, em vez de previsões.
Nem todos compartilharam dessa cautela. Ex-jogadores dos EUA foram rápidos em sugerir que o grupo era administrável. Esse debate só vai crescer à medida que o pontapé inicial se aproxima.
O surgimento do Grupo da Morte
O Grupo I provocou as reações mais fortes. França, Senegal, Noruega e o vencedor da repescagem entre Iraque, Bolívia ou Suriname formam um grupo com profundidade, ritmo e contraste tático. A França chega como finalista recente. O Senegal traz intensidade física. A Noruega tem talentos de elite no ataque.
Há pouco espaço para erros. Um início lento pode encerrar a campanha mais cedo.
Brasil espera pela Escócia, Argentina parece equilibrada
O Brasil lidera o Grupo C, enquanto a Argentina enfrenta Argélia, Áustria e Jordânia no Grupo J. Os dois gigantes sul-americanos parecem favoritos para avançar, mas nenhum dos grupos está isento de desafios.
Alemanha, Espanha, Portugal e Holanda enfrentam testes variados, refletindo o formato ampliado para 48 equipes. A estrutura abre as portas para surpresas nas eliminatórias, ao mesmo tempo em que aumenta a complexidade da gestão dos grupos.
Uma cerimônia que poucos esquecerão
O sorteio em si foi apenas parte da história. O evento contou com apresentações musicais prolongadas, aparições de celebridades e momentos que distraíram do futebol. Em determinado momento, a cerimônia se afastou tanto do sorteio que a confusão se espalhou entre o público e os telespectadores.
Quando os grupos finais foram confirmados, o alívio era visível no palco. A noite terminou com uma apresentação inesperada que resumiu perfeitamente o tom. Estranha, barulhenta e inesquecível.
Agora o verdadeiro trabalho começa
Com os grupos definidos, a atenção se volta para a preparação. Os treinadores estudarão os adversários. Os torcedores marcarão as datas. Os jogadores sentirão a pressão aumentar.
A Copa do Mundo de 2026 agora toma forma. A Inglaterra enfrenta a história. A Escócia enfrenta gigantes. Os EUA enfrentam uma oportunidade. A França enfrenta o perigo.
E depois daquela noite longa e confusa, o futebol finalmente volta a ser o centro das atenções.
